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Reconexão Divina

(O Caminho Infinito)

Introdução: Antes de tudo quero registra que, a Reconexão Divina ou Iluminação é o ápice de tudo que o homem busca. Também não pode ser considerado o meio para nada mais do que buscamos, tanto na área espiritual, física e material. Deve ser buscada como o fim e não o meio. É verdade que, depois que ela acontece, tudo é acrescentado na nossa vida em todas as áreas. É o que Jesus disse em (Mt 6.33). Ela é o reino de Deus nas profundezas do nosso ser (Lc 17.21). No fluir do Reino de Deus nada nos faltará.  Mesmo sabendo que abundância é acrescentada, nas finanças, na saúde, no descanso, no relacionamento e no sucesso em tudo, não devemos focar nada disso. Tudo isso será uma consequência natural e automática da Reconexão Divina. A causa é a Reconexão e os efeitos são as demais coisas. Se focarmos os efeitos perdemos a causa e consequentemente os efeitos. 

  Significados da Reconexão Divina:

Quero, neste artigo, fazer uma breve reflexão sobre o significado da expressão Reconexão Divina. O que vem ser essa quase nova nomenclatura para os ocidentais?  Antes de refletir no ponto principal, quero deixar algumas considerações. Como a minha maior experiência ou conhecimento sobre esse assunto é a partir da Bíblia (por fazer mais de 40 anos como estudioso dela e desses 40, 35 como pastor), não poderia deixar de usá-la como base, já que nela está mencionado claramente esta experiência, mesmo que em outros termos. Um dos maiores problemas dos ensinamentos bíblicos (teologia), é a superficialidade. Por isso uma pessoa pode viver a vida toda dentro de uma igreja, ser um membro ativo, participando de todas as suas atividades, sendo um contribuinte generoso, ser fiel a Bíblia e ao pastor,  participar de todos cultos, jejuns, campanhas, correntes, vigílias; em fim, tudo que caracteriza um cristão consagrado e pleno, dentro do Cristianismo; e ainda assim não experimentar está Reconexão gloriosa. Também a maioria dos mestres e pregadores, dentro do Cristianismo, não conseguem, ou não querem ver essa experiência por esse ângulo. Ensinam que se alguém aceitar Jesus como Salvador e ser fiel aos princípios bíblicos, é o bastante. E na verdade para alcançar esse nível profundo de experiência com Deus, precisa de muito mais do que uma obediência superficial e sistêmica.  Também o medo de aprofundamento no desconhecido, os mantem na superficialidade.  Essa maravilhosa experiência não depende de religião ou igreja, mas a igreja deveria ensinar isso com mais profundidade, para que os integrantes pudessem ter um melhor conhecimento. Paulo falou bem claro dessa iluminação: "É por isto que Deus diz nas Escrituras: "Desperte, dorminhoco, e levante-se dentre os mortos; e Cristo iluminará você" (Ef 5.14). Depois do novo nascimento, nos tornamos novas criaturas com ações e atitudes inteiramente novas. Veja o que Paulo disse: "E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas". (BLH)"Quem está unido com Cristo é uma nova pessoa; acabou-se o que era velho, e já chegou o que é novo" (2Co 5.17).

Ou somos novas criaturas, com novas atitudes e ações, ou não nascemos de novo.

Digo isso, porque, sendo cristão por mais de 40 anos e pastor por mais de 35 anos, como já disse,  tendo contato com milhares de cristãos, dentre eles muitos pastores, mestres e pregadores, no Brasil e fora dele, nunca conheci um cristão que esteja vivendo esta experiência. Você conhece? Então me informe. Quando vamos para a literatura cristã, encontramos alguns mencionados na história. Se o leitor é cristão deve lembrar de alguns intitulados heróis da fé, bem como: Jerônimo Savonarola, Martinho Lutero, João Bunyan, Jônatas Edwards, João Wesley, Jorge Whitefield, Davi Brainerd, Guilherme Carey, Christmas Evans, Henrique Martyn, Adoniram Judson, Carlos Finney, Jorge Müller, Davi Livingstone, João Paton, Hudson Taylor, Carlos Spurgeon, Pastor Hsi, Dwight Lyman Moody , JÔNATAS GOFORTH e outros que não se tornaram tão conhecidos como estes.  Se você pesquisar na internet, cada um desses nomes descobrirá quem foram eles. De fato, eles viveram uma experiência muito além da que conhecemos. 

Parece um numero considerável, mas não é, levando em consideração a quantidade de anos que a historia deles cobriu e a quantidade de cristãos que viveram no mesmo período. Portanto, o que é esse número levando em consideração os milhões que viveram nesse mesmo período, uma vida infrutífera, medíocre, minguada e tacanha. Por que será? Como já mencionei, falta de ensino correto. Não pode ser outra coisa senão isso.

Bom, mas agora quero discorrer sobre o que significa essa Reconexão Divina. Mencionando vários significados que convergem para a mesma experiência, fica mais fácil para o leitor entender, bem como no que se refere: ao Renascimento, (Novo nascimento), a Salvação,  a Libertação, a Iluminação, a Auto realização, um estado de paz e descanso profundos, um estado de vida plena, abundante e profunda.

 O primeiro significado de Reconexão tem a ver com o Novo Nascimento, ou regeneração. Vamos para o que é mencionado na Bíblia.  Vamos começar com o que Jesus disse a Nicodemos, (Jo 3) um texto famoso que cuja narração é interpretado como novo nascimento e que por sua vez é necessário para se entrar no Reino de Deus. O reino de Deus aqui e em outros textos, não tem nada ver com o céu; tem a ver, sim, com o fluir de Deus em nossas vidas aqui na terra, vida plena ou abundante, da qual Jesus disse em João 10.10. É verdade, a interpretação está corretíssima, ninguém pode entrar ou desfrutar do Reino de Deus se não nascer novamente. Mas o que é o novo nascimento? Como se nasce novamente? Por quase toda a minha vida preguei e ensinei que para se nascer novamente, a pessoa precisa aceitar Jesus, baseado em Jo 1.11,12 “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam v12. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome.”  Mas receber a Jesus aqui é muito mais do que crer na pessoa de Jesus como salvador, vai mais além! Tem a ver com não somente crer em Jesus, mas colocar em ação todos os seus ensinamentos. Veja a começar  pelo sermão do monte  (Mt 5,6,7) que ninguém está vivendo esses ensinamentos de Jesus na prática. A teologia  entende baseado neste texto que para nascer novamente,  precisa-se aceitar Jesus. Mas se observamos bem,  vamos perceber que o receber ou aceitar a Jesus, na interpretação da teologia, não gera em ninguém o novo nascimento. Veja que o texto diz: "Mas, a todos quantos o receberam..." . Primeiro a pessoa recebe o poder para ser feita filha de Deus, (que seria o novo nascimento). Nesse caso uma pessoa pode “receber” a Jesus e, consequentemente, o poder para nascer de novo, mas nunca usar desse poder para concretizar o novo nascimento. Esse poder para nascer de novo só pode ser ativado quando a pessoa colocar plenamente seu foco em Deus e não pelo fato de assumir tal postura  pela religião. Isso inclui imprescindivelmente os ensinamentos de Cristo, na prática. Fora disso, ela pode se tornar aquele membro mencionado acima sem nunca ter  colocado em prática os ensinamentos de Cristo de coração; o que  não teria nenhum valor. Nesse caso ela pode se tornar um religioso, um "cristão", um teólogo, um pastor (até mesmo de uma mega igreja), um apóstolo; mas nunca ter nascido de novo, portanto, sem reconexão ou iluminação.  Por outro lado, a pessoa ao descobrir que tem em si o poder para se regenerar, toma uma posição irreversível e cem por cento em relação a Deus e seu reino em primeiro lugar, experimentando, assim, o novo nascimento, essa é a única forma.  Por isso a maioria esmagadora dos chamados cristãos nunca nasceu de novo, pois, nunca foram iluminados, nem reconectados, nunca foram salvos, libertos, não vivem um estado de paz e descanso profundos, um estado de vida plena, abundante e profunda. Dentro desse conceito cristão, quando uma pessoa  recebe Jesus como Senhor de sua vida, ela é salva e ao morrer irá para o céu. Mas ela, dizem, para ir ao céu, não precisa viver uma experiencia profunda  com Deus, não, basta aceitar Jesus como salvador. Na verdade isso é uma incoerência. Há, dentro da teologia, um equivoco na interpretação do novo nascimento, por isso a maioria dos cristão não nasceu novamente. Na verdade, não existe experiência espiritual maior que o novo nascimento. Tudo na vida espiritual começa com essa regeneração. Se alguém não nascer de novo, (ou se iluminar), não terá como desenvolver a sua vida espiritual em nenhum  nível.

A segunda palavra sobre a qual quero refletir é a palavra “Salvação”, como sinônimo de Reconexão  Divina. No original o termo salvação demostra uma clara plenitude e abundância, vejamos:  “Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles. Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados” (Hb 7.25; 10.14). Hb 7.25. Na versão ampliada diz: “Portanto, ele é capaz de salvar ao máximo, completamente, perfeitamente, e finalmente por toda eternidade e tempo, aquele que vem a Deus por intermédio dele”. Esta tão grande salvação inclui tudo que Deus tem para nós como cristãos. A palavra salvação do latim “SALVARE” significa “SALVAR” e “SALUS” que é igual a saúde e ajuda em português. Do grego “SÕTERIA” significa cura, recuperação, remédio, redenção, bem-estar e paz.  No grego ainda temos o termo “SÕSÕ” que significa, salvação e libertação ao máximo, em todos os aspectos: espiritual, emocional (área da alma) e físico. A palavra “Salvação” portanto, é um termo abrangente, que inclui tudo que Jesus ensinou aqui. Esse é o aspecto do plano completo da salvação.

No entanto, esse plano parece uma utopia aos nossos olhos. Quem tem conseguido viver nesse nível? Bom, a Bíblia diz que Jesus viveu e a história diz que aqueles mencionados acima viveram também. Mas a maioria dos cristãos nunca viveu nem de longe do que a palavra salvação significa. Você conhece alguém que tenha vivido essa salvação?

O terceiro significado tem a ver com Libertação. O que é libertação? Jesus disse: conhecereis a verdade e a verdade vos libertará (Jo 8.32). Fica bem claro aqui que não é o conhecimento da verdade que liberta o homem, mas a verdade. Mas sem o conhecimento da verdade não há libertação. Primeiro deve vir o conhecimento da verdade e depois a libertação pela verdade. No entanto, o tema libertação é muito abrangente; podemos imaginar libertação, psicológica e emocional; libertação financeira; libertação do jugo humano, seja ele qual for; libertação religiosa e por último, como a mais importante, libertação espiritual. Quero me ater um pouco mais sobre a libertação espiritual. Uma vez liberto nessa área, em todas as demais áreas, também, somos libertos. Mas aqui cabem duas perguntas: o que é a verdade e como conhecê-la. Sobre a primeira pergunta veja aqui. E sobre a segunda pergunta, vamos fazer algumas considerações. Se sabemos o que é a verdade, precisamos agora, saber como conhecê-la. Existem dois tipos de conhecimento, um pelo intelecto e outro pelo espírito, o primeiro, seguramente, não nos leva a nenhuma libertação na esfera espiritual, por isso vamos discorrer sobre o segundo. Podemos ter o QI mais elevado possível e ler “todos” os livros do mundo e ter “todo” conhecimento científico do mundo e mesmo assim não conhecermos essa verdade que liberta,  por ser todo esse conhecimento do intelecto. Não é da capacidade intelectual que precisamos para o conhecimento da verdade que liberta.

Mas há um meio para se conhecer essa verdade, só um meio. Quando fomos criados por Deus, foi disponibilizado a cada um de nós um recurso para que através dele pudéssemos conhecer essa verdade libertadora, o nosso espírito.  Antes do distanciamento de Deus o homem era um com ele, através do espírito. A partir do momento em que ele se distanciou de Deus, ficou desconectado também do seu próprio espírito. O espírito do homem nunca foi corrompido e nem tão pouco perdeu sua plena comunhão com Deus; o que aconteceu foi que o homem perdeu sua conexão com seu próprio espírito, ficando aparentemente espiritual, emocional e psicologicamente separado de Deus. Jesus disse: "Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca"(Mt 26.41). O espírito sempre esteve pronto e sempre está pronto.  Esse  espírito  é a centelha divida dentro do homem. Quando nos conectamos como o nosso espírito, e consequentemente com o Espírito Santo, automaticamente nos conectamos com Deus, pois o nosso espírito, bem como o Espírito Santo é um com Deus e ininterruptamente interligado com ele. Jesus disse: “O reino de Deus está dentro de vós” (Lc 17.21). Essas palavras foram ditas não para cristãos consagrados e sim para os fariseus, o seguimento religioso mais hipócrita da época, a quem Jesus comparou sepulcros caiados; mas mesmo assim Jesus disse: “O reino de Deus está dentro de vós”. Isso deixa bem claro que independentemente da pessoa ter alguma experiência com Deus ou não, o reino de Deus está dentro dela. A posição dela sobre isso, se ela vai ativá-lo ou não, é outra história. Mas aí está verdade que liberta. Ela precisa alinhar-se com seu espírito, que é um com Deus. 

É na dimensão espiritual do homem que está esta verdade, esse reino de Deus. Nessas palavras de Jesus está a verdade que liberta, cabe ao homem se valer delas ou não. Se o homem tem a predisposição para essa verdade ele vai procurar um meio para conhecê-la. E o homem só pode descobrir essa verdade dentro dele, procurando pelo autoconhecimento. Ninguém pode conhecer verdadeiramente o reino de Deus a não ser através do autoconhecimento, pois o reino está dentro dele! Ele não vai achá-lo em outro lugar! Essa é a única maneira segura para se conhecer a verdade. Quando buscamos conhecer a verdade por leituras de livros, sejam eles quais forem, caminhamos para confusão. Toda escrita está sujeita a manipulação do homem. Mas quando procuramos conhecer a verdade pelo nosso íntimo (espírito), a mesma nos é revelado de uma forma cristalina, sem margem de erro ou dúvida. Nos livros só encontramos orientação para conhecermos a verdade no nosso interior. A Busca, no entanto, é particular de cada um; depende do esforço pessoal de cada. Jesus disse: "... o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele" (Mt 11.12).

O quarto significado tem a ver com a palavra Iluminação. A iluminação é a nossa reconexão com a dimensão espiritual dentro de nós mesmos. A partir dessa experiência abre-se um canal para o conhecimento elevadíssimo da verdade absoluta em Deus.

O quinto significado tem a ver com a vida plena e abundante da qual Jesus falou. Um estado de paz e descanso profundos. Depois da reconexão ou iluminação, começamos viver no nosso dia a dia o que Jesus disse: “eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10.10). O homem cristão passa a vida toda buscando esse nível de vida fora de si mesmo e não atenta para a verdade de que o recurso para essa vida está dentro de si mesmo. Esta é a vida plena e profunda que tanto desejamos.

O sexto significado tem a ver com  a Auto realização. Chamamos esta experiência de auto realização pelo fato da mesma acontecer quando o homem se predispõe a realizar-se primeiramente no desvendamento dos recursos encontrados no seu próprio interior.

Outro significado é o estado de paz e descanso profundos. A paz profunda também é oriunda dessa reconexão. Uma está ligada a outra. Esta é uma paz estável que não depende das circunstâncias externas e sim do estado interno. Nada pode abalá-la. Na nossa dimensão espiritual está a quietude de um estado sereno de calmaria, no mais profundo do nosso ser. É como as profundezas do oceano. Na superfície dos oceanos há uma enorme agitação, mas quando descemos às suas profundezas, tudo é calmaria, tudo é sereno e cheio de quietudes. Na nossa busca do Divino, superficialmente não conseguimos detectar nada, mas quando penetramos às suas profundezas, encontramos todas as razões para ficarmos em paz profunda conosco mesmos, com o próximo e com Deus.

Davi disse: “Mas os mansos herdarão a terra e se deleitarão na abundância de paz (Sl 37.11). A terra aqui pode ser comparada com a experiência da Reconexão Divina.

Sl 18:28 “Porque fazes resplandecer a minha lâmpada; o SENHOR, meu Deus, derrama luz nas minhas trevas”. Davi tratava aqui, do que chamamos hoje de Iluminação. Quando estamos sem a Iluminação, estamos em trevas; a nossa lâmpada não resplandece. Por isso Davi expressou assim. 

Salomão disse: “Os seus caminhos são caminhos deliciosos, e todas as suas veredas, paz” (Pv 3.17). O caminho da reconexão com Deus é um caminho delicioso e de profunda paz e segurança.

Isaias disse: “Ah! Se tivesses dado ouvidos aos meus conselhos! Então, seria a tua paz como um rio, e a tua justiça, como as ondas do mar.” (Is 48.18). Na BV “Ah, como seria bom se vocês tivessem obedecido os meus conselhos! Teriam paz que não termina, como um rio que corre sem parar; teriam justiça constante, como as ondas do mar que nunca deixam de quebrar na praia”. Os conselhos são as exortações para buscar o reino de Deus em primeiro lugar, como Jesus disse no NT. Vejamos o que Jeremias disse: “eis que lhe trarei  saúde e cura e os sararei; e lhes revelarei abundância de paz e segurança” (Jr 33.6). Um certo professor pediu a dois de seus alunos que fizessem um desenho, cada um, que pudessem expressar uma demonstração de paz. Um desenhou um lago paradisíaco, com águas serenas, cheio de flores em suas ribanceiras, com a luz do por do sol, demonstrava muita paz. Mas o outro desenhou uma cachoeira agitada e bem próximo das águas,  despencando; ele desenhou a galha de uma árvore que pendia sobre a cachoeira e na ponta da galha um ninho, e sobre o ninho uma ave mãe cobria tranquilamente seus filhotes, mesmo naquela grande agitação. O último desenho, para aquele professor, foi o melhor, pois retratou a paz diante daquela turbulência toda. A paz advinda dessa Reconexão não pode ser abalada por nenhuma agitação ou circunstâncias externas das nossas vidas.  Paulo disse: E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração..." (Fp 4.7). Essa paz, de acordo com Paulo, está acima do nosso entendimento. Podemos senti-la, mas não podemos explicá-la. 

Quando nos reconectamos com o nosso interior, acessamos o amor de Deus que está depositado lá, como Paulo disse: “Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Rm 5.5). Paulo não disse aqui que o amor será derramado, e sim que está derramado. Há um depósito do amor de Deus no nosso interior, que com a reconexão flui como rio. O amor é o único mandamento para nós hoje, veja mais aqui.

Jesus disse mais: “Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva.” (Jo 7.38). Veja que as águas já estão no interior de cada pessoa, podemos imaginar como um mar de águas quietas; mas quando a pessoa se conecta com Deus, com sua dimensão divina, essas águas fluem como rios e sem medida (Jo 3.34). É tudo de que precisamos.

Na Reconexão (ou Iluminação), o nosso ser é dissolvido em Deus; tornamo-nos um com ele; unificamo-nos com ele em tudo. Passamos a ver com suas perspectivas no que se refere às pessoas e não as julgamos mais de acordo com os nossos critérios e sim com os de Deus, que é o puro amor. Como na Bíblia está escrito: “Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados. Não julgueis segundo a aparência, e sim pela reta justiça” (Lc 6.37; Jo 7.24). A nossa unidade com Deus se torna tão profunda que quando as pessoas olharem para nós não conseguirão perceber a diferença entre (cujo “entre” não existe mais) nós e ele; misturamo-nos plenamente com ele. O seu amor derramado em nossos corações nos torna um só amor com ele, e assim como Deus é amor, nos tornamos, também, a encarnação do amor. Por isso trataremos todas as pessoas com as quais nos envolvermos no mais puro amor e o nosso amor por elas será definitivamente incondicional, sem importar com o que elas são, fazem ou deixem de fazer. Não a julgaremos, ao contrários as amamos do jeito que são. Aí, sim, a verdadeira vida começa. Essa vida pode ser chamada do jeito que você quiser, não importa a nomenclatura. Vida plena, vida abundante, vida profunda, vida frutífera, vida no pleno mover do Espírito, vida na plena unidade com Deus, vida dissolvida em Deus, vida de pleno descaso, vida de plena paz. Quem não deseja, do fundo do coração, essa vida?!

O desenvolvimento da consciência espiritual começa quando, pela primeira vez, percebemos que aquilo que apreendemos através dos sentidos da visão, da audição, do olfato, do tato e do paladar não é a realidade das coisas. Retirando por completo a atenção das aparências, o primeiro raio da iluminação espiritual nos traz um fulgor do divino, do eterno e do imortal. Isso, por sua vez, torna as aparências menos reais para nós, tornando-nos assim mais receptivos à iluminação.

Nosso progresso rumo ao Espírito ocorre na medida da nossa iluminação, o que nos capacita apreender cada vez mais a Verdade. O enfoque usual da vida se deve a uma interpretação errônea, devida à falsa percepção das coisas; por isso devemos abandonar qualquer intenção de curar, corrigir ou mudar o cenário material para que possamos ver a Verdade nele oculta.

O amor incondicional e a aceitação de toda a vida colocam sua consciência em um lugar mais elevado, permitindo que a compreensão e a compaixão se desenvolvam. Esse amor e aceitação dos outros é um reconhecimento pela dimensão espiritual dentro dessas pessoas e não depende de seu comportamento externo. O amor incondicional também inclui um respeito geral pelas crenças dos outros, independentemente de quanto eles podem, ou não, se alinhar com nossas próprias crenças.

A Reconexão espiritual começa a nos ser concedida quando da primeira busca da Verdade de nossa parte. Acreditamos estar procurando o bem e a Verdade; contudo, foi a luz que começou a brilhar em nossa consciência e nos impeliu a dar aqueles primeiros passos.

Todo aumento de nossa compreensão espiritual representa mais luz para nós, que expulsa as trevas dos sentidos. Este fluxo de iluminação continuará até que tenhamos compreendido por inteiro que a nossa verdadeira identidade é a "luz do mundo". Sem a Reconexão , lutamos contra as forças do mundo, trabalhamos para viver, nos esforçamos para manter nossa posição e competimos por riquezas e honrarias. Muitas vezes lutamos contra nossos amigos, para acabarmos percebendo que lutamos contra nós mesmos. Não há segurança nas posses materiais, mesmo que tenhamos vencido a luta pela sua obtenção.

A Reconexão  nos traz primeiro a paz, e depois a confiança e a segurança; isto nos dá repouso das contendas do mundo, e então todo o bem flui para nós pela Graça. Podemos agora perceber que não vivemos pelo que ganhamos ou conquistamos; vivemos, sim, pela Graça.

Tudo que temos é dádiva de Deus; nós não ganhamos o nosso bem, pois que já o possuímos. "Filho, tu estás sempre comigo, e tudo que tenho é teu" (Lc 15.31)

Os prazeres e os sucessos do mundo nada são se comparados com as alegrias e os tesouros que se desdobram diante de nós pela consciência espiritual. À luz da Verdade, os maiores triunfos e felicidades mundanos são como nada, diante dos tesouros da Alma e sua imensa glória, insondável e desconhecida pelos sentidos.

 Possuindo a Luz divina dentro de si, ganha o homem sua liberdade do mundo, e a segurança contra todos os perigos terrestres e humanos. Nosso momento histórico tem amedrontado e assustado a muitos. Os espiritualmente  reconectados reconhecerão que nenhum bem aparece ou desaparece, que a atividade espiritual tem por natureza a realização, e que, como a sua Reconexão  lhes revelou a verdade dos fatos, eles estão ancorados à Alma, à consciência divina, à paz espiritual, à segurança e à serenidade.

Não mais temeremos as mudanças das condições exteriores, que não passam do reflexo da totalidade interior. Com a certeza de que somos consciência espiritual individual, embora infinita, e que incorpora todo o bem, não mais precisamos levar em consideração aquilo que os sentidos nos mostram.

 A Reconexão espiritual revela a harmonia do Ser e dispersa as aparências captadas pelos sentidos materiais. Ela nada muda no universo, pois que o universo é espiritual, habitado pelos filhos de Deus, mas muda nossa visão do universo.

 

Este é apenas o começo deste vasto tema, e enquanto discutimos a seu respeito, mantenhamos nosso pensamento o mais longe possível do mundo dos sentidos e ancorado à conscientização da realidade espiritual.

A Reconexão espiritual dispersa a visão do "eu pessoal" com seus problemas, doenças, idades e erros. Revela o Eu verdadeiro, o Eu que Eu Sou, ilimitado, irrestrito, sem problemas, harmonioso e livre. Este Eu em nós nos será revelado quando nos recolhermos dentro de nós mesmos diariamente e aprendermos a "ouvir" e a observar. Assim, em vez de ficarmos ansiosos sobre o trabalho do dia, ou sobre os eventos futuros, deixemos que a Alma, ou Espírito divino, vá à nossa frente aplanando e preparando o caminho, e deixemos que esta influência divina permaneça à nossa retaguarda, salvaguardando cada passo das ilusões dos sentidos.

 A consciência reconectada sempre sabe que existe uma Presença infinita, todo-poderosa, que faz prosperar todos os atos e que abençoa todos os pensamentos. Sabe que todos aqueles que cruzam o nosso caminho sentem a bênção do nosso pensamento.

Quando a consciência está inflamada com a Verdade e o Amor, destrói todo sentido de medo, toda dúvida, todo ódio, inveja, doença e discórdia — e esta pura consciência é percebida por todos a quem encontramos, e lhes alivia os fardos. É impossível ser a "luz do mundo" e não desfazer as trevas dos que nos rodeiam.

A Reconexão espiritual nos revela que não somos mortais — nem mesmo seres humanos —, mas que somos puro ser espiritual, consciência divina, vida que se auto sustenta, mente omni-abrangente. E esta luz desfaz as ilusões do sentido pessoal. Somos espirituais vivendo em corpos humanos.

A Reconexão Divina desfaz todas as amarras materiais e une os homens uns aos outros com as douradas correntes da compreensão; ela só reconhece a liderança de Cristo. Não há rituais ou regras: somente o divino e impessoal Amor universal; não tem outro culto que não a chama interior que fulgura eternamente no santuário do Espírito.

O iluminado caminha sem medo — pela Graça.

Sabemos que somos a realização de Deus, somos a condição de consciência onde emana a Luz de Deus, e isto é ter a mente espiritual. A percepção que em cada indivíduo há a presença de Deus, e que tudo o que ele é, é uma aparência de Deus, é a consciência espiritual. A compreensão que tudo o que vemos, ouvimos, tocamos, cheiramos ou saboreamos com nossos sentidos não passa de um conceito finito de realidade e que não tem relação com a realidade espiritual, é sentido espiritual.

A Luz da consciência individual revela o mundo da criação de Deus, o universo da realidade, os filhos de Deus. Sob esta Luz, desaparece o cenário da mortalidade e o mundo de conceitos; "este mundo", cede lugar ao "Meu Reino", à realidade das coisas como elas são.

Temos também com frequência a sensação de, no nosso íntimo, termos companhia. Sentimos um calor interior, uma presença viva, uma segurança divina. Sentimos, por vezes, uma mão forte sobre as nossas, ou uma face sorridente por sobre nossos ombros. Nunca estamos sós, e sabemos disso. Esta Presença suave nos dá tranquilidade interior; permite-nos relaxar das labutas do mundo e nos brinda com a alegria da paz. Na verdade trata-se de um "paz, sê quieto" frente aos problemas e tensões do humano existir. É uma influência reparadora dentro de nós, e todavia pode ser percebida por todos que estão à nossa volta.

Esta Presença interior da qual tomamos consciência é a Verdade em si mesma, que se nos revela como presença, poder, companhia, luz, paz e poder curador — como o Cristo. A consciência deste Ser interior é o resultado de nossa maior iluminação espiritual, de nossa consciência espiritual cultivada. Esta Verdade é o Deus que cura nossos males e que caminha à nossa frente tornando suaves nossos caminhos. Esta Verdade é a riqueza que se mostra sob a forma de suprimento farto. Nenhuma circunstância ou humana condição pode reduzir a nossa riqueza, enquanto habitarmos nesta consciência da presença do Amor.

Estabeleça esta verdade dentro de você, e ela se tornará o seu verdadeiro ser, sem conhecimento de nascimento ou de morte, juventude ou velhice, saúde ou doença — apenas a eternidade do ser harmônico. Esta verdade desfaz todas as ilusões dos sentidos, e revela a infinita harmonia do seu ser; desfaz a mortalidade e revela sua imortalidade. Devemos nos livrar de qualquer coisa, em nossos pensamentos, que não seja a divina Presença, o Eu Real, para podermos beber a pura água da Vida e comermos o pão espiritual da Verdade.

Temos de livrar o coração dos erros do nosso eu, da obstinação, dos falsos desejos, da ambição e da ganância para refletir a luz da Verdade, como um diamante perfeito reflete sua própria luz interior.

Cerca de quinhentos anos antes de Cristo, alguém escreveu: "Pode facilmente acontecer que alguém, tomando banho, pise em uma corda molhada e imagine tratar-se de uma serpente. Ficará horrorizado, tremerá de medo ao antecipar, em pensamento, as agonias causadas pela mordida venenosa da cobra. Que grande alívio sentirá ao constatar que a corda não é uma serpente! A causa do seu pavor estava em seu erro, em sua ignorância, sua ilusão. Reconhecendo a verdadeira natureza da corda, voltará sua serenidade; ficará aliviado, contente e feliz. Este é o estado de espírito de quem descobre que não há um eu pessoal, e que a causa de todos os seus problemas, cuidados e vaidades, não é senão uma miragem, uma sombra, um sonho".

Reafirmamos, a Reconexão revela que não existe o erro, que aquilo que nos pareceu ser a serpente — pecado, discórdia, doença e morte — é a Verdade mal interpretada pelos nossos sentidos limitados. Assim, a discórdia não é para ser odiada, temida ou lamentada, e sim reinterpretada, até que a natureza verdadeira da corda — a realidade — possa ser discernida pelos sentidos espirituais. A cobra — doença ou discórdia — é apenas um estado mental, que não corresponde à realidade exterior. Devemos compreender que nenhuma ilusão pode assumir forma exterior.

A Reconexão espiritual pode ser alcançada por aqueles que constantemente vivenciam a consciência da presença da perfeição, e continuamente traduzem as aparências para a Realidade. Todos os dias e noites nos defrontamos com aparências desarmoniosas, e estas devem ser imediatamente traduzidas pela nossa compreensão da "nova língua", a linguagem do espírito.

Todos os acontecimentos do nosso dia-a-dia nos oferecem novas oportunidades de usarmos nossa compreensão espiritual, e cada uso dessas faculdades espirituais resulta em maior percepção espiritual que, por sua vez, nos revela sempre mais e mais da luz da Verdade.

"Orai sem cessar... e conhecereis a Verdade, e a Verdade vos libertará."

Reinterprete as aparências e os fatos da vida diária nos termos da nova língua, a língua do espírito, e a consciência sofrerá uma expansão contínua, até que a tradução ocorra automaticamente, sem a necessidade de se pensar.

Isto tornar-se-á um estado habitual de consciência, uma percepção constante da Verdade. Só desse modo poderemos ver nossa vida se desdobrar com harmonia a partir do centro do nosso ser, sem que para isto precisemos conduzir qualquer pensamento. Nossa vida, em vez de ser uma sequência de "demonstrações", tornar-se-á o feliz, harmonioso e natural desdobramento do bem. No lugar dos contínuos esforços para atrair o bem, vê-lo-emos emanar visivelmente a partir das profundezas do nosso próprio ser sem esforço consciente de nossa parte, quer físico quer mental. Não mais dependeremos de pessoas ou circunstâncias, nem mesmo do nosso esforço pessoal. A iluminação espiritual nos permite abandonar os esforços pessoais e confiar cada vez mais na Divindade que está dentro de nós, que se revela e desdobra como cada um de nós.

Na nossa busca constante,  um dia, no nosso interior, algo acontece. A consciência se expande e vê aquilo que antes era invisível. Sentimos um fluxo de calor: uma Presença, antes desconhecida, torna-se tangível, muito real. Isto, muitas vezes, é uma experiência fugaz. Podemos mesmo duvidar que ela tenha ocorrido. Subsiste na memória, mais como um sonho do que como uma realidade, até que se repita, e desta vez com mais clareza, mais definição, e, talvez, por um tempo maior. Aos poucos se fixa na nossa consciência a percepção de uma Presença constante. Esta Presença pode ser sentida como que furtiva por trás da consciência ordinária. Por vezes se torna uma Presença imperiosa, que domina a situação ou a experiência daquele instante.

 Nesse momento, contudo, o mal se torna menos real; a doença não é tão aguda; a tensão financeira e mesmo a necessidade cedem caminho para a suficiência; a preocupação consigo mesmo desaparece, pois as necessidades são satisfeitas sem aflições, sem que planejemos, sem que nos aborreçamos ou temamos. As pessoas ou os poderes que antes temíamos, se esvanecem agora da vista, ou até desaparecem da nossa vida, ou então são vistas em sua impotência. Os desejos se fazem menos pungentes. Os medos se esvaem. Segurança, confiança, atenção e entusiasmo se tornam evidentes, não apenas para nós mesmos, mas também para aqueles que encontramos e com quem lidamos na vida quotidiana.

 A Presença interior torna-se também um Poder interior. De uma experiência fugaz, transforma-se em consciência contínua. A força da dor e do prazer na vida externa diminui, enquanto nos tornamos cientes de um poder interior que é real, e que gera e direciona a vida externa de modo harmonioso e proveitoso. Não há mais o medo do mundo exterior, nem há o prazer intenso nas alegrias do mundo exterior. É possível ter os prazeres do mundo e se alegrar com eles, ou não tê-los e não lhes sentir a falta. O que passa a existir, é uma alegria interior que não precisa de estímulos externos.

 Nesse estado de consciência, reconhecemos Deus como sendo a luz interior ou, no mínimo, sentimos esta luz como uma emanação de Deus. Deus é sentido como uma Presença divina, ou uma Influência interna. E é sentido por aqueles que entram em contato com o homem que encontrou seu Eu profundo. Reflete-se na sua saúde e no seu sucesso. Irradia dele como os raios irradiam do sol.

 Encontrando sua vida interior, o homem encontra a paz, a alegria, a harmonia e a segurança. Mesmo em meio a um mundo tão decadente, ele permanece indiferente e intacto — é a exata presença do Ser imortal.

 Quando não mais estamos limitados pelos cinco sentidos materiais e alcançamos, mesmo em parte, o sentido espiritual, ou a Consciência Divina, nós não mais nos sentimos limitados pelos termos aqui ou acolá, agora ou depois. O que há é um entrar e sair sem qualquer sentido de espaço e de tempo, um desdobrar-se sem graduações, uma percepção sem um objeto.

 Nesse estado de consciência, desaparece o sentido de finitude, e a visão se torna sem fronteiras. A vida é vista e compreendida como uma forma totalmente liberta e de beleza infinita. Mesmo a sabedoria milenar será abarcada em instantes. A morte desaparece, e vemos novamente aqueles que foram separados de nós por esta barreira tida como intransponível. Esta comunhão não é a comunicação como é entendida nos ensinamentos espíritas; é antes uma conscientização da vida eterna, intocada pela morte. É a realidade da imortalidade que é percebida e compreendida; é uma visão da vida sem começo nem fim. É a realidade trazida à luz. Nesse estado, não há barreiras físicas de espaço e de tempo. A visão abarca todo o Universo; funde o tempo e a eternidade; inclui todos os seres.

 Nessa luz, vemos não com os olhos; ouvimos sem os ouvidos; compreendemos coisas que desconhecíamos. Onde nós estamos, Deus está, pois não há mais separação ou divisão. Aqui não há recompensas ou punições. Há harmonia. A vida não depende de um processo; nós não vivemos só do pão. Temos a sensação de espreitar para o céu e ver o que olhos mortais não podem ver.

 O processo da nossa Reconexão Divina pode ser comparado com o processo que o carvão passa para se tonar um diamante. Com exceção do tempo que leva o processo.

Olhando para o carvão, nunca nos ocorreria que ele se transforma no diamante. Os elementos contidos num pedaço de carvão são os mesmos encontrados no diamante. Essencialmente, não há nenhuma diferença básica entre eles. Após passar por um processo que leva milhares de anos, o carvão toma-se diamante.

Mas o carvão não é considerado importante. Ao ser guardado numa casa, o carvão é armazenado onde não possa ser visto pelas visitas, enquanto os diamantes são usados ao redor do pescoço ou no peito para que todos possam vê-lo. O diamante  e o carvão são a mesma coisa: são dois pontos da jornada de um mesmo elemento. Se você estiver contra o carvão por ele não ter, à primeira vista, nada para oferecer além de fuligem negra, a possibilidade dele se transformar em diamante acaba aí mesmo. O carvão pode ser transformado em diamante. Mas nós o odiamos. E assim, a possibilidade de qualquer progresso é fechada. Podemos no ver a nós e cada um dos outros, com os quais nos interagimos, como carvão, mas nunca nos esquecermos do que podemos ser no amanhã, depois do processo da iluminação.

 

Veja aqui alguns resultados da Reconexão.

Veja aqui o melhor método usado no mundo para a reconexão.

Veja aqui mais sobre o nosso caminho infinito em Deus. 

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Que Deus continue fazendo valer na sua vida o que Paulo disse em Ef 1.3: >>>"Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo".

 

“Eu realmente só amo a Deus, na proporção em que amo a pessoa que menos amo” (Dorothy Day) 

Pr Aramisio Borges 

Natural de Goiânia, Go. Mora em SP desde 1983, servo de Deus a serviço de sua obra, Pastor há mais de 35 anos, teólogo, professor de Teologia e psicólogo; é responsável pela  MCDI - Ministério Cristão de Discipulado e Integração e pelo Instituto Exousia. Procura amar a Deus acima de tudo e ao próximo como a si mesmo, ama a família, a obra de Deus, seus amigos, a vida!  Na medida do possível procura ser amigo de todos e na mesma medida, procura ter paz com todos os homens.  Procurando sempre resolver todas as pendências. Tem procurado estar de bem com Deus, consigo mesmo e com o próximo. Tem um grande interesse pelo bem-estar do ser humano, principalmente no que se refere ao seu relacionamento com o Criador. Não é perfeccionista, mas gosta do melhor possível. Não é dogmático, mas gosta de ter uma posição definida em relação aos temas e doutrinas da Bíblia. Não chegou ainda, aonde quer, mas sebe onde deve chegar e esforça-se para isso. Gosta de se relacionar com o ser humano, procurando sempre o melhor nas pessoas, mesmo que possa se surpreender com pior. Sabe que toda pessoa rotulada como ruim tem um lado positivo e toda considerada boa, tem um, pelo ao menos um, aspecto negativo. Assim é com todos. Considera o conhecimento e o envolvimento com a Soberana Graça de Deus como imprescindível para o cristão e entende que, para viver nessa plena graça precisa, antes de tudo, viver no pleno mover do Espirito Santo. E sem essa Graça ninguém seria salvo, pois foi nessa base da graça que Deus, soberanamente, nos elegeu em Cristo antes da fundação do mundo. 

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