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⇒ Jesus foi o Messias?

Jesus foi o Messias?

 

Quais evidências existem de que Jesus foi quem ele dizia ser? Como saber que ele não era um impostor? Vamos dar uma olhada em alguns impostores renomados e veremos se esse título se aplica a Jesus ou se há evidências que suportem suas declarações.

Ferdinand Waldo Demara, Jr. foi chamado de o grande impostor. Demara manteve identidades falsas como psicólogo, professor de universidade, chefe de departamento de faculdade, professor de escola e diretor de escola. Ele até mesmo realizou cirurgias como um falso médico.

Alguns dizem que Frank Abagnale foi um impostor ainda maior. Entre seus 16 e 21 anos, Abagnale foi um dos golpistas mais bem sucedidos do mundo. Ele embolsou $2,5 milhões de dólares em cheques sem fundos em todos os 50 estados dos EUA e em 26 países. Ele também conseguiu se passar por um piloto aéreo, um advogado, professor de faculdade e pediatra antes de ser preso pela polícia francesa.

Se esta história lhe parece familiar, provavelmente é por causa do filme Prenda-me se for capaz (Catch Me If You Can) de 2002, no qual Abagnale foi interpretado por Leonardo DiCaprio (que se passou por ator em Titanic).

O que seria necessário para superar a carreira de Abagnale como golpista? Bem, se Jesus Cristo não fosse o Messias que declarou ser, não restaria dúvida. Não estamos falando de golpes aplicados em milhares de pessoas como no caso de Abagnale. Se Jesus Cristo for um impostor, seus golpes iludiram bilhões de pessoas e alteraram o curso de dois mil anos de história.

Então, será que Jesus pode ter sido um falso messias, enganando até mesmo os mais notórios estudiosos da religião? É possível que ele tenha sido criado por seus pais ou mentores ocultos para tornar-se o tão prometido rei que Israel há tanto buscava?

De fato, se Jesus foi um impostor, ele não teria sido a primeira pessoa na história de Israel a ter mentido sobre ser o Messias. Por séculos antes do nascimento de Cristo, e também depois dele, surgiram muitos autoproclamados messias, que se mostraram ser golpistas ou lunáticos.

As antigas profecias hebraicas haviam predito claramente o reino de um futuro rei que traria paz a Israel e seria seu Salvador. Um senso de expectativa espalhou-se por todo o território e cativou as esperanças e aspirações dos judeus. Em uma atmosfera como Israel, poderia ser que alguém menos qualificado poderia ter sido moldado, ou moldou a se mesmo, para ocupar o modelo do Messias? A resposta a esta questão está nas profecias do Velho Testamento que falam sobre o Messias.

Porta-vozes de Deus

De acordo com as Escrituras, o Deus dos Hebreus falou a seu povo através de profetas, homens e mulheres que estavam especialmente alinhados com Deus e que podem ou não ter feito parte da instituição religiosa. Algumas das mensagens dos profetas eram somente para o presente, enquanto outras eram para o futuro. De qualquer maneira, seu papel foi proclamar as declarações e revelações de Deus para o povo.

Em geral, ser um profeta na época estava junto trabalhar em um açougue como as profissões mais perigosas do mundo. Mesmo se dissessem a verdade, os profetas poderiam ser mortos ou jogados na prisão pelas pessoas que não gostavam do que eles estavam dizendo. (Alguns reis odiavam ouvir notícias ruins.) De acordo com relatos histórias, o profeta Isaías foi serrado ao meio.

Consideremos então o dilema do profeta: morte se ele estivesse errado e a possibilidade de morte se ele estivesse certo. Nenhum profeta de verdade queria ofender a Deus tanto quanto nenhum queria ser serrado ao meio. Por isso, a maioria dos profetas esperava até estarem absolutamente convencidos de que Deus lhes havia falado, e mantinham a boca fechada até então. Os reis começaram a estremecer perante suas palavras. As mensagens de um profeta de verdade nunca estavam erradas.

Agora temos a seguinte questão: como a precisão desses profetas bíblicos poderia ser comparada com a dos médiuns atuais?

Profetas versus médiuns?

Para considerarmos se a precisão dos médiuns modernos aproxima-se dos profetas bíblicos, vamos tomar Jean Dixon como estudo de caso. Este médium americano pareceu ter a capacidade especial de prever eventos. Porém após análise sua reputação parece ser indevida.

Por exemplo, Dixon teve uma visão que em 5 de fevereiro de 1962 nasceu uma criança no Oriente Médio que transformaria o mundo no ano 2000. Este homem especial criaria uma religião mundial unificada e traria paz ao mundo para sempre. Ela viu uma cruz se erguer sobre este homem que cobriria toda a Terra. De acordo com Dixon, esta criança seria uma descendente da Rainha do Egito antigo Nefertiti.[1] Onde está este homem? Você o viu por aí? E sobre aquela paz mundial, legal não é mesmo?

De fato, uma pesquisa exaustiva da sua profecia concluiu dois fatos irrefutáveis. Sua taxa de precisão é equivalente aos que adivinham o futuro e suas realizações mais divulgadas eram profecias intencionalmente tão vagas que diversos eventos poderiam ter sido considerados suas realizações. Mesmo as profecias mais amplamente divulgadas de Nostradamus tem se provado erradas mesmo com seus vagos oráculos, que são difíceis de refutar.[2] Por exemplo, esta é uma das profecias de Nostradamus:

“Toma a Deusa da Lua por seu dia e movimento: Uma testemunha errante e fanática das Leis de Deus, no despertar das grandes regiões do mundo para a vontade de Deus (Vontade Dele).”[3]

Isto é dito sobre a morte da Princesa Diana. (Você provavelmente pensou em Margaret Thatcher.) Profecias como estas são tão nebulosas quanto ver imagens nas nuvens. Ainda assim alguns insistem que isto é evidência da realização da profecia de Nostradamus. Altamente suspeito, mas difícil de refutar.

E isto é geralmente o que ocorre nos registros dos médiuns. Quando a “The People’s Almanac” pesquisou as profecias de 25 dos melhores médiuns, 92 por cento das profecias estavam erradas. Os outros 8 por cento eram questionáveis e poderiam ser explicadas pela sorte ou conhecimento geral das circunstâncias.[4] Em outro experimento com os médiuns mais importantes do mundo, sua taxa de precisão esteve por volta dos 11 por cento, o que pode não ser uma média ruim exceto pelo fato de que qualquer pessoa dando palpites aleatórios sobre o futuro obteria o mesmo percentual. Isso não refuta todo e qualquer tipo de profecia, mas com certeza explica o porquê de os médiuns não estarem ganhando na loteria.

A diferença entre médiuns e profetas parece ser mais de tipo do que de grau. Os profetas faziam declarações específicas sobre eventos futuros em relação ao desenvolvimento do plano de Deus e faziam isto com precisão constante. Médiuns são como mercenários, fornecendo visões vagas do futuro a um mercado disposto a pagar por seus serviços. Eles oferecem informações sensacionais, mas com uma precisão incerta.

Profecia religiosa em perspectiva

Profecias podem ser um tanto místicas, metafísicas e por falta de palavra melhor – assustadoras. Ela conjura imagens de sessões espirituais e outros mundos. Em Guerra nas Estrelas há uma profecia do escolhido que traria equilíbrio para a Força. Os filmes do Senhor dos Anéis constroem seus temas imaginários com cenas de enunciados proféticos. Porém tal mundo é somente imaginação.

Com relação ao mundo real, é dito que se uma pessoa soubesse somente um minuto do futuro ela poderia dominar o mundo. Pense nisso. Um minuto de conhecimento de cada mão do Trump Casino. Você se tornaria a pessoa mais rica do mundo e o Donald Trump se tornaria um carteiro.

Mas no mundo da religião, a profecia serve uma importante função. Ela torna-se a maneira certa de saber se Deus está falando através de alguém ou não, pois somente um Deus onisciente poderia saber constantemente o futuro. E neste ponto as profecias do Velho Testamento são únicas, pois a maioria dos livros sagrados renomados de outras religiões não possuem profecias. Por exemplo, enquanto o Livro de Mórmon e o Hindu Veda declaram ter inspiração divina, não existem maneiras de comprovar suas declarações, simplesmente nos dão um “É, isso parece mesmo com algo que Deus diria”.

O estudioso da bíblia Wilbur Smith comparou as profecias da Bíblia com outros livros históricos, dizendo que a Bíblia “é o único volume produzido pelo homem, ou grupo de homens, no qual encontramos grandes obras proféticas relacionadas a nações específicas, a Israel, a todas as pessoas da Terra, a certas cidades e à vinda do que será o Messias”.[5]Desta maneira, a Bíblia provê duas declarações de inspiração de uma maneira que pode ser confirmada ou refutada.

E se colocarmos a graduação de precisão sob a perspectiva do cotidiano, vemos como é surpreendente. Por exemplo, seria milagroso se em 1910 você profetizasse que um homem chamado George Bush seria eleito em 2000. Mas imagine se alguns desses detalhes fossem incluídos nas suas previsões:

  • O candidato com a maioria dos votos perderia a eleição.
  • Todas as grandes redes de TV anunciariam o ganhador e depois se contradiriam.
  • Um estado (Flórida) decidiria a eleição.
  • A Suprema Corte dos EUA denominaria o vencedor no fim das contas.

Caso isso tivesse ocorrido, igrejas e estátuas seriam erguidas em seu nome. Isso não ocorreu, por isso essas igrejas e estátuas não existem. Tão difícil (ou impossível) quanto teria sido predizer em 1910 corretamente essa sequência de eventos, a probabilidade é incrivelmente menor para Jesus, ou para qualquer pessoa, ter cumprido todas as profecias hebraicas sobre o Messias. Contidas no Velho Testamento, escritas séculos antes do nascimento de Jesus, estão 61 profecias específicas e quase 300 referências sobre o Messias.[6]

De acordo com o requisito hebreu de que uma profecia deve ter uma taxa de precisão de 100 por cento, o verdadeiro Messias de Israel deve cumprir todas ou então ele não é o Messias. Assim, a questão que apoia Jesus ou o torna culpado de um dos maiores golpes do mundo é: ele era adequado e cumpriu essas profecias do Velho Testamento?

Qual a probabilidade?

Vejamos duas profecias específicas sobre o Messias no Velho Testamento.

“E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá. De ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos.” (Miquéias 5:2, NLT)

“Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá. E dará à luz um filho. E chamará o seu nome Emanuel-“Deus é conosco”. (Isaías 7:14, NLT)

Agora, antes de considerar as outras 59 profecias, devemos parar e nos perguntar quantas pessoas na categoria de potenciais Messias ao longo da história nasceram de uma virgem na cidade de Belém. “Hm, vejamos, tem esse meu vizinho Jorge, mas… ah não, não, ele nasceu no Brooklyn.” No caso de 61 profecias detalhadas sendo cumpridas por uma única pessoa, estamos falando de probabilidade zero.

Quando os cientistas forenses descobrem uma combinação de perfil de DNA, as chances de ser uma pessoa errada é geralmente uma em vários bilhões (algo que os desviados devem ter em mente). Parece que estamos com uma probabilidade parecida e também numero de zeros, se considerarmos que um único indivíduo cumpre todas essas profecias.

O professor de matemática Peter Stoner deu a 600 um problema de probabilidade matemática que determinaria a probabilidade de uma pessoa cumprir oito profecias específicas. (Isto não é o mesmo que jogar uma moeda oito vezes seguidas e obter cara todas as vezes.) Primeiramente os estudantes calcularam a probabilidade de uma pessoa cumprir todas as condições de uma profecia específica, como ser traído por um amigo por 30 peças de prata. Em seguida os estudantes fizeram o melhor para estimar a probabilidade para todas as oito profecias combinadas.

Os estudantes calcularam que a probabilidade de uma pessoa cumprir todas as oito profecias é um astronômico um em dez à vigésima primeira potência (1021). Para ilustrar este número, Stoner nos deu o seguinte exemplo: “Primeiramente, cubra toda a massa terrestre da Terra com moedas de dólares até a altura de 120 pés. Segundo, marque especificamente um desses dólares e enterre-o aleatoriamente. Em terceiro lugar, peça a uma pessoa para viajar pela Terra e selecionar o dólar marcado, estando vendada, dentre os trilhões de outros dólares”.[7]

As pessoas podem fazer coisas bem estranhas com os números (especialmente com um sobrenome desses [NT: Stoner também significa “chapado” em inglês]), então é importante notar que o trabalho de Stoner foi revisado pela Associação Científica Americana, que declarou que “A análise matemática… baseia-se nos princípios da probabilidade que são perfeitamente seguros e o Professor Stoner aplicou esses princípios de maneira apropriada e convincente”.[8]

Com isto como introdução, vamos adicionar mais seis previsões às duas que já consideramos, chegando ao total de oito do Professor Stoner:

Profecia: O Messias seria da linhagem do Rei Davi.Jeremias 23:5600 a.c.

Realização:“Jesus …o filho de Davi…”Lucas 3:23, 314 a.c.

Profecia:O Messias seria traído por 30 peças de prata.Zacarias 11:13487 a.c.

Realização: “E eles lhe pesaram trinta moedas de prata.”Mateus 26:1530 d.c.

Profecia: O Messias teria suas mãos e pés perfurados.Salmos 22:161000 a.c.

Realização: “E, quando chegaram ao lugar chamado a Caveira, ali o crucificaram, e aos malfeitores, um à direita e outro à esquerda.”Lucas 23:3330 d.c.

Profecia: As pessoas lançariam a sorte pelas roupas do Messias.Salmos 22:181000 a.c.

Realização:“Tendo, pois, os soldados crucificado a Jesus, tomaram as suas vestes, e fizeram quatro partes, para cada soldado uma parte; e também a túnica. A túnica, porém, tecida toda de alto a baixo, não tinha costura. Disseram, pois, uns aos outros: Não a rasguemos, mas lancemos sortes sobre ela, para ver de quem será.”João 19:23-2430 d.c.

Profecia:O Messias apareceria montado em um jumento.Zacarias 9:9500 a.c.

Realização: “Trouxeram a jumenta e o jumentinho, e sobre eles puseram as suas vestes, e fizeram-no assentar em cima.”Mateus 21:730 d.c.

Profecia: Uma mensagem seria enviada para anunciar o Messias.Malaquias 3:1500 a.c.

Realização: “João respondeu-lhes, dizendo: Eu batizo com água; mas no meio de vós está um a quem vós não conheceis.”João 1:2627 d.c.

As oito profecias que revisamos sobre o Messias foram escritas por homens de diferentes tempos e locais entre 500 e 1000 anos antes do nascimento de Jesus. Não houve possibilidade de conluio entre eles. Observe também a especificidade. Este não é o tipo de previsão de Nostradamus como “Quando a lua tornar-se verde, a fava ficará oculta na beira da estrada”.

Fora do seu controle

Imagine ganhar na loteria com apenas um tíquete entre dezenas de milhares de tíquetes vendidos. Agora imagine ganhar uma centena de loterias seguidas dessa maneira. O que as pessoas pensariam?  Correto, “Isso foi fraude!”

E ao longo dos anos declarações semelhantes foram feitas pelos céticos sobre as realizações de Jesus sobre as profecias do Velho Testamento. Eles consideram que Jesus cumpriu profecias messiânicas, mas o acusam de viver de maneira a cumpri-las intencionalmente. Uma objeção razoável, mas não tão plausível quanto parece.

Considere a natureza de somente quatro das profecias messiânicas:

  • Sua linhagem viria de Davi (Jeremias 23:5).
  • Seu nascimento ocorreria em Belém (Miqueias 5:2).
  • Ele imigraria ao Egito (Oseias 11:1).
  • Ele viveria em Nazaré (Isaías 11:1).[9]

Agora, o que Jesus poderia ter feito para cumprir essas profecias? Nem ele nem seus pais tinham qualquer controle sobre seus ancestrais. Seu nascimento em Belém foi o resultado de um censo mandado por César Augusto. A mudança de seus pais para o Egito foi causada pela perseguição do Rei Herodes. E, após a morte de Herodes, os pais de Jesus decidiram naturalmente acomodar-se em Nazaré.

Mesmo se quando jovem um Jesus impostor tivesse olhado as profecias que tinha acidentalmente cumprido e decidisse continuar para ver se poderia realizar o resto (como alguém decidindo “acertar a lua” em um jogo de copas) as chances já estariam impossíveis contra ele. Considere alguns fatores das profecias que já observamos: o Messias seria traído por 30 peças de prata, ele seria morto por crucificação e as pessoas tirariam a sorte por suas roupas. Essas profecias se cumpriram para Jesus, mas que controle ele teria sobre a realização de qualquer uma delas?

Os estudiosos da Bíblia dizem que quase 300 referências a 61 profecias específicas sobre o Messias foram cumpridas por Jesus Cristo. As chances de uma única pessoa cumprir esse número de profecias estariam além de qualquer possibilidade matemática. Nunca poderia ocorrer, independente do tempo transcorrido. Uma das estimativas dos matemáticos dessa probabilidade impossível é “uma chance em um trilhão, trilhão, trilhão, trilhão, trilhão, trilhão, trilhão, trilhão, trilhão, trilhão, trilhão, trilhão, trilhão.”[10]

Bertrand Russell, ateu ferrenho, foi perguntado em uma entrevista da revista Look qual evidência seria necessária para que ele acreditasse em Deus. Russell respondeu, “Bem, se eu ouvisse sua voz dos céus e ele profetizasse uma série de coisas que viessem a acontecer, acho que eu teria que acreditar em algo sobrenatural”.

O estudioso da Bíblia Norman Geisler respondeu ao ceticismo de Russell: “Eu diria, Senhor Russell, que houve uma voz dos céus que profetizou muitas coisas e que as vimos inegavelmente cumprir-se”.[11] Geisler referia-se ao fato de que somente um ser transcendental fora do tempo poderia predizer com precisão os eventos futuros.

Prova em um frasco

Já vimos as evidências do cumprimento por Jesus das profecias messiânicas por todos os ângulos exceto um. E se os escribas cristãos que copiaram os manuscritos de Isaías e outros dos livros proféticos do Velho Testamento os tivessem alterado para corresponder à vida de Jesus?

Essa é uma pergunta que muitos estudiosos e céticos fizeram. E parece possível, mesmo plausível, num primeiro momento. Isto evitaria pensar em Jesus como um impostor mentiroso, o que parece muito improvável, e explicaria a precisão impressionante do cumprimento de suas profecias. Então, como saber se os livros proféticos do Velho Testamento, como Isaías, Daniel e Miqueias foram escritos séculos antes de Cristo, como suposto? E mesmo se tiverem sido, como saber se os cristãos não alteraram os textos depois?

Por 1900 anos, muitos céticos seguraram-se a este teoria, baseada na impossibilidade humana de predizer eventos futuros com precisão. Mas ocorreu algo que arruinou todo o entusiasmo de tal conspiração clandestina. Algo chamado os Manuscritos do Mar Morto.

Meio século atrás, a descoberta dos Manuscritos do Mar Morto concedeu aos estudiosos da Bíblia cópias de livros do Velho Testamento muito mais antigos do que quaisquer outros existentes. Testes extensivos provaram que muitas dessas cópias foram feitas antes mesmo do nascimento de Jesus Cristo. E eles são praticamente idênticos aos textos da Bíblia que usamos.

Por isso, mesmo estudiosos que negavam que Jesus era o Messias aceitam esses manuscritos do Velho Testamento como sendo anteriores ao seu nascimento, e por isso concordam que as profecias sobre o Messias neles contidos não foram alteradas para combinar com Jesus.

Se essas profecias foram cumpridas tão precisamente ao longo da vida de Jesus, parece lógico pensar por que todo mundo em Israel não pode perceber isto. Mas, como comprovado por sua crucificação, nem todos puderam enxergar isto. Como disse o apóstolo João de Jesus, “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam”. (João 1:11, NLT). Por quê?

Considerando a bélica história de Israel, não é difícil ler na definição de Messias a ideia de um lutador pela liberdade política. É compreensível como um judeu do século pensaria “como pode o Messias ter vindo se Israel ainda está oprimido pela ocupação Romana?”

Embora Jesus tenha cumprido as profecias messiânicas, ele o fez por maneiras que ninguém esperava. Ele buscou uma revolução moral e espiritual, não uma revolução política, atingindo seus objetivos através do sacrifício próprio e serviço humilde, cura e ensinamentos. Enquanto isso, Israel estava procurando outro Moisés ou Josué que os lideraria em uma conquista para recuperar o reino perdido.

Com certeza, muitos judeus da época de Jesus o reconheceram como o Messias; toda a fundação da igreja cristã era judia. A maioria, contudo, não reconheceu. E não é difícil entender o porque.

Para entender melhor a compreensão equivocada dos judeus do século um, considere esta profecia messiânica escrita 700 anos antes do nascimento de Jesus pelo profeta Isaías. Ela se referia a Jesus?

“Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas. Cada um se desviava pelo seu caminho. Mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.”

“Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca. Como um cordeiro foi levado ao matadouro. E como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca. Da opressão e do juízo foi tirado. E quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; pela transgressão do meu povo ele foi atingido. E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte. Ainda que nunca cometeu injustiça, nem houve engano na sua boca.”

“Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar. Quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias. … Com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniquidades deles levará sobre si.” (Partes de Isaías 53:6-11, NLT)

Quando Jesus morreu na cruz, alguns com certeza se perguntaram: “Como esse pode ser o Messias?” Ao mesmo tempo, outros estavam pensando “Quem mais se não Jesus seria a pessoa de quem falava Isaías?”

Impostor impossível

Assim, o que concluímos de Jesus ter cumprido tantas profecias escritas centenas de anos antes de seu nascimento? Leonardo DiCaprio… Quer dizer, Frank Abagnale pode ter sido um bom impostor, mas mesmo ele foi pego quando já tinha idade suficiente para beber cerveja.

Jesus não parece ser um Frank Abagnale mais competente. Ele faz parte totalmente de outra categoria. Nenhum impostor poderia vencer tal probabilidade como a apresentada pelas profecias hebraicas.

E o que isso significa? Surgem duas conclusões: Primeira: somente um ser transcendental poderia orquestrar tais eventos. E segunda: isto torna todas as outras declarações de Jesus críveis e dignas de séria consideração.

No Evangelho de João, Jesus declarou: “Eu sou a verdade, o caminho e a vida”. Evidências avassaladoras parecem indicar que a assinatura neste cheque não é falsa.

Jesus voltou mesmo dos mortos?

A grande questão do nosso tempo é “quem é o verdadeiro Jesus Cristo”? Ele foi somente um homem excepcional ou ele era mesmo Deus feito carne como Paulo, João e os outros discípulos acreditavam?

As testemunhas de Jesus Cristo realmente falaram e agiram como se acreditassem que ele fisicamente se ergueu dentre os mortos após sua crucificação. Se eles estivessem errados, o cristianismo teria se baseado em uma mentira. Mas se estivessem certos, tal milagre confirmaria tudo o que Jesus disse sobre Deus, sobre si mesmo e sobre nós.

Devemos aceitar a ressurreição de Jesus Cristo somente pela fé ou existe evidência histórica sólida? Muitos céticos começaram investigações sobre os registros históricos para provar que os registros da ressurreição são falsos. O que eles descobriram?

Jesus disse o que acontece após a morte?

Se Jesus ressuscitou, apenas Ele conhece o outro lado. O que disse Jesus sobre o significado da vida e sobre o nosso futuro?  Existem vários caminhos para Deus ou Jesus afirmou ser o único? Leia as respostas iniciais em “Por que Jesus?”

Jesus pode trazer significado para a vida?

“Por que Jesus?” examina a questão se Jesus é ou não relevante nos dias de hoje. Jesus pode responder as grandes questões da vida: “Quem sou eu?” Por que estou aqui? E, “Para onde estou indo?” Catedrais vazias e crucifixos nos levam a pensar que Ele não nos pode responder, e que Jesus nos deixou a mercê de um mundo fora de controle. Mas Jesus fez afirmações acerca da vida e do propósito aqui na terra, que necessitam ser examinadas antes que se escreva algo que fale de alguma espécie de impotência da Sua parte. Este artigo examina o mistério do porquê de Jesus ter vindo à terra.

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Fonte


“Eu realmente só amo a Deus, na proporção em que amo a pessoa que menos amo” (Dorothy Day) 

Pr Aramisio Borges 

Natural de Goiânia, Go. Mora em SP desde 1983, servo de Deus a serviço de sua obra, Pastor há mais de 35 anos, teólogo, professor de Teologia e psicólogo; é responsável pela  MCDI - Ministério Cristão de Discipulado e Integração e pelo Instituto Exousia. Procura amar a Deus acima de tudo e ao próximo como a si mesmo, ama a família, a obra de Deus, seus amigos, a vida!  Na medida do possível procura ser amigo de todos e na mesma medida, procura ter paz com todos os homens.  Procurando sempre resolver todas as pendências. Tem procurado estar de bem com Deus, consigo mesmo e com o próximo. Tem um grande interesse pelo bem-estar do ser humano, principalmente no que se refere ao seu relacionamento com o Criador. Não é perfeccionista, mas gosta do melhor possível. Não é dogmático, mas gosta de ter uma posição definida em relação aos temas e doutrinas da Bíblia. Não chegou ainda, aonde quer, mas sebe onde deve chegar e esforça-se para isso. Gosta de se relacionar com o ser humano, procurando sempre o melhor nas pessoas, mesmo que possa se surpreender com pior. Sabe que toda pessoa rotulada como ruim tem um lado positivo e toda considerada boa, tem um, pelo ao menos um, aspecto negativo. Assim é com todos. Considera o conhecimento e o envolvimento com a Soberana Graça de Deus como imprescindível para o cristão e entende que, para viver nessa plena graça precisa, antes de tudo, viver no pleno mover do Espirito Santo. E sem essa Graça ninguém seria salvo, pois foi nessa base da graça que Deus, soberanamente, nos elegeu em Cristo antes da fundação do mundo. 

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