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Tudo Sobre Nosso Pleno e Perfeito Perdão

O nosso  Pleno e Perfeito Perdão

Não consigo entender a razão de se ouvir 99,9999%, dos pregadores insistirem que nós precisamos implorar o perdão de Deus diariamente! Eu mesmo fiz isso por mais de 30 anos. Aprendi assim no seminário e através de décadas li e ouvi assim, por segui apenas o sistema. Até que um dia procurei examinar na Bíblia sem as interpretações sistemáticas, então descobri, sempre esteve lá, que essa é uma das maiores heresias que vem sido ensinadas e mantidas através dos séculos. A história eclesiástica criou caminhos teológicos através dos tempos e facilmente seguimos por eles, sem questionar e sem examinar. Estão nos livros mais antigos e mais recentes; estão nas disciplinas dos seminários, dos mais tradicionais aos mais modernos. Todas as igrejas ensinam, todos os pregadores e mestres enfatizam insistentes e sistematicamente. Todavia sem base bíblica, teológica sim, bíblica, não.

Essa doutrina, a do perdão condicional, escraviza as pessoas cada dia mais. De acordo com uma pesquisa, nos EUA a maioria dos pacientes em hospitais psiquiátricos, é de origem evangélica. Isso porque se prega muito sobre a gravidade do pecado, mas se esquece da grandiosidade e plenitude do perdão. Todos experimentam o pecado em profundidade, mas não conseguem alcançar, (por não ser quase enfatizado), a plenitude do perdão.  E ver a vida cristã assim, cria profundos problemas  psicológicos e emocionais.

Mas hoje quero te convidar para examinarmos esse assunto no NT, sem teologia e  sem imposição do sistema; vamos esquecer quase tudo do que foi ensinado até agora sobre o perdão. Preguei a doutrina do perdão, de acordo com o sistema,  por mais de trinta anos, mas só fui liberto plenamente de todo e quaisquer sentimentos de culpa, depois que pude ver da forma que vou expor aqui.

Sempre se fala que o evangelho é boa nova de salvação, e de fato o é, (salvação é libertação); mas o evangelhos que se prega nas igrejas traz mais escravidão do que libertação. Impõe-se sobre os ouvintes uma carga acima das condições humanas. Se diz: temos que nos arrepender, confessar e pedir perdão de todos os nossos pecados, um por um, se assim não o fizermos não somos perdoados. Eu pergunto: e se esquecermos um, apenas um, por dia, quantos acumularemos em um ano?  E quantos em algumas décadas?  Um por dia, portanto, seria o suficiente para nos condenar. Sem mencionarmos que só somos aceitos por Deus, se alcançarmos 100% de retidão; um pecadinho seria o bastante para nos fazer rejeitados por Deus. Como nenhum ser humano, com exceção de Jesus, alcançou esse nível de retidão, por isso só somos aceitos em Jesus. Não somos aceitos por Deus porque tratamos com nossos pecados, porque os confessamos com lágrimas, porque somos autênticos no nosso arrependimento, não, somos aceitos por Deus, porque estamos em Jesus (Rm 8.1). Ele faz a diferença, ele é a nossa salvação, ele é a nossa justiça, ele é o nosso perdão, ele é a nossa paz, a nossa garantia eterna, o nosso fiador, a nossa santificação. Ele em mim e eu nele, constitui a minha plena e eterna segurança. Isso é libertação. Se não veja: ”Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, esantificação, e redenção (1Co 1.30). E uma vez que Jesus se tornou a nossa justiça, nós nos tornamos justiça de Deus, isso é uma transação no nível mais profundo e inimaginável que se pode ter, veja, “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (2Co 5.21).

Nosso campo de ação nesse artigo é o Novo Testamento

Quero começar com um pergunta: onde está no NT a base para cremos que o perdão depende de arrependimento, petição e confissão diários? Percorra todo o NT agora e reflita um pouco. Se fez isso, deve ter lembrado os textos que vamos estudar, um por um, aqui. O arrependimento não poderia ser a razão para o nosso perdão, pois o mesmo não é fruto do nosso esforço ou da nossa devoção. A Bíblia deixa claro que ninguém se arrepende por si próprio, o arrependimento vem de Deus, veja: “E, ouvindo eles estas coisas, apaziguaram-se e glorificaram a Deus, dizendo: Logo, também aos gentios foi por Deus concedido o arrependimento para vida. Ou desprezas a riqueza da sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento? Disciplinando com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade” (At 11.18; Rm 2.4; 2Tm 2.25). Portanto, aos eleitos Deus concede o arrependimento para a vida eterna e para o dia a dia. O aspecto diário não tem nada a ver com o perdão de Deus e sim em relação ao próximo e mudança do nosso caráter.

O tempo da graça começou com a ressurreição de Jesus, mas o ensinamento doutrinal para a igreja foi configurado mesmo com as epístolas do Apóstolo Paulo. O apóstolo Paulo fui quem Deus escolheu para a revelação da graça e foi designado de uma maneira especifica para os gentios, assim como Pedro, Tiago e João para os judeus que estavam debaixo da lei. Veja o que Paulo disse: “Dirijo-me a vós outros, que sois gentios! Visto, pois, que eu sou apóstolo dos gentios, glorifico o meu ministério. Para que eu seja ministro de Cristo Jesus entre os gentios, no sagrado encargo de anunciar o evangelho de Deus, de modo que a oferta deles seja aceitável, uma vez santificada pelo Espírito Santo. Porque não ousarei discorrer sobre coisa alguma, senão sobre aquelas que Cristo fez por meu intermédio, para conduzir os gentios à obediência, por palavra e por obras. Revelar seu Filho em mim, para que eu o pregasse entre os gentios, sem detença, não consultei carne e sangue. Subi em obediência a uma revelação; e lhes expus o evangelho que prego entre os gentios, mas em particular aos que pareciam de maior influência, para, de algum modo, não correr ou ter corrido em vão. (pois aquele que operou eficazmente em Pedro para o apostolado da circuncisão também operou eficazmente em mim para com os gentios). E, quando conheceram a graça que me foi dada, Tiago, Cefas e João, que eram reputados colunas, me estenderam, a mim e a Barnabé, a destra de comunhão, a fim de que nós fôssemos para os gentios, e eles, para a circuncisão; recomendando-nos somente que nos lembrássemos dos pobres, o que também me esforcei por fazer.  A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo. Para isto fui designado pregador e apóstolo (afirmo a verdade, não minto), mestre dos gentios na fé e na verdade. Mas o Senhor me assistiu e me revestiu de forças, para que, por meu intermédio, a pregação fosse plenamente cumprida, e todos os gentios a ouvissem; e fui libertado da boca do leão” (Rm 11:13; 15:16;  15:18; Gl 1:16; 2:2; 2:8-10; Ef 3:8; 1Tm 2:7; 2Tm 4:17). Paulo ainda escreveu aos Efésios o seguinte: “se é que tendes ouvido a respeito da dispensação da graça de Deus a mim confiada para vós outros” (Ef 3.2).

Fica bem claro nestas escrituras cima que a doutrina da graça e seu desvendamento foi feita pelo apóstolo Paulo. A graça, de certa forma, está revelada em toda a Bíblia, mas foi desvendada de forma plena no NT e pela instrumentalidade do apóstolo Paulo.

Bom, vamos voltar para o  nosso tema. Mencionei a graça, porque o perdão é consequência da graça, que por sua vez é o amor em ação.

Quando Jesus morreu, levou sobre si todos os pecados dos eleitos de uma vez para sempre. Ele morreu pelos pecados dos eleitos e não pelo pecado de toda a humanidade, como a maioria pensa. O mundo mencionado em João 3.16, não se aplica a todas as pessoas, e sim pessoas do mundo inteiro. Veja que está escrito no versículo “...todo aquele que nele crer...”. Somente os eleitos creem. Deus opera o novo nascimento na vida do eleito, uma vez regenerado tem vida e aí terá condições de crer. Morto não pode crer. Veja o que está escrito em Mt 1.21 “Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles”. Quem é o seu povo mencionado aqui? Eu pensava que era os judeus, mas se fossem os judeus, então todos seriam salvos, e isso não é assim. Portanto, esse “o seu povo” se refere aos eleitos.

Jesus ao levar sobre si os pecados dos eleitos, levou todos, passado, presente e futuro, de uma só vez e pra sempre, veja: “Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus, aguardando, daí em diante, até que os seus inimigos sejam postos por estrado dos seus pés. Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados. E disto nos dá testemunho também o Espírito Santo; porquanto, após ter dito: Esta é a aliança que farei com eles, depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei no seu coração as minhas leis e sobre a sua mente as inscreverei, acrescenta: Também de nenhum modo me lembrarei dos seus pecados e das suas iniquidades, para sempre” (Hb 10.12-17). Será que Jesus levaria apenas uma parte dos nossos pecados e deixaria outra por nossa conta, para tratarmos com ela? Alguém poderia dizer: Ele morreu somente pelos nossos pecados do passado; certo, mas quantos dos nossos pecados eram passados quando ele morreu? Nenhum, é claro, todos eram futuros. Naquele momento de sua morte ele nos perdoou de todos os pecados que cometemos, ou que ainda vamos cometer, todos. Então por que ele iria colocar como condição o meu arrependimento, confissão ou pedido de perdão de um pecado que já foi levado sobre si e perdoado? Não tem como vermos dessa forma.

Veja o que Paulo disse em Rm 4.8 “bem-aventurado o homem a quem o Senhor jamais imputará pecado”. Quem é esse homem? É o eleito, claro, é o salvo. E por que ele não imputa o pecado do eleito? Porque o mesmo já foi imputado em Jesus, na cruz. Será que ele imputaria em nós novamente, absurdo! Por que ele não nos pune e nem nos condena mais por nossos pecados? Porque Jesus já foi punido e condenado em nosso lugar. Ele morreu a nossa morte. O que ele faz em relação ao nosso pecado é no nível de disciplina corretiva e não no sentido de punição. Em relação a Deus, para o eleito, não há mais pecado, por que Jesus já o removeu plenamente. Não há mais condenação (Rm 8.1). Está tudo pago completamente (tetelestai), está consumado. Todo pecado que nós cometemos, e cometemos muitos, está no nível da carne, no nível humano e é tratado no nível humano.

O texto mais contundente sobre isso é Cl 2.13,14 “E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos; tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz”. Quantos dos nossos pecados Jesus perdoou e removeu completamente? Leia o texto novamente. Por que eu iria ter que me arrepender, confessar e pedir perdão de um pecado já perdoado e removido? Por quê?  Quando peco, peco contra o próximo e é a ele que devo me dirigir arrependido em confissão para pedir perdão, não a Deus, pois em relação a ele está tudo certo, Jesus já acertou tudo, pagou a dívida impagável por nós.

Você talvez esteja pensando em Mt 6.12 “e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores”. E eu te perguntaria, em que dispensação e para quem Jesus ensinou o Pai Nosso? Jesus ensinou estas palavras na dispensação da lei, antes da cruz, portanto, antes de levar sobre si o nosso pecado, e para os judeus, não para a igreja, que foi inaugurada no Pentecostes. Por isso ele ensinou pedir perdão. Muita gente confunde o inicio da dispensação da graça com o nascimento de Jesus, mas não é. O primeiro livro do NT deveria ser Atos dos Apóstolos e não Mateus. O evangelho da graça, em sua plenitude, está nas epístolas de Paulo e não nos Evangelhos. Nos evangelhos encontramos biografia e história. A graça e evangelho (boas novas), nos primeiros 4 livros do NT são revelados nos aspecto de transição, e não em sua plenitude.  

Talvez você ainda esteja pensando em 1Jo 1.9 “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”. Bom, quatro  apóstolos escreveram a maior parte do conteúdo das epístolas. Pedro, Tiago, João e  Paulo. Como já mencionei neste artigo,  Pedro, João e Tiago foram designados para ministrar aos judeus que viviam debaixo da lei, como o publico deles era judeu eles precisavam levar em consideração tudo que eles  (os judeus) conheciam sobre os ensinamento da lei e ensinar com cuidado para que não se escandalizassem. Também, basta fazermos um estudo bem cuidadoso para percebermos que esse três apóstolos, inclusive Judas, o irmão do Senhor, eram legalistas. Eram legalistas porque de certa forma estavam ainda ligados à lei e ainda em alguns aspectos dependiam dela para firmar seus ensinamentos.

Não estou aqui sugerindo contradição nas Escrituras, mas sim dizendo que esses apóstolos tinha que ter mais cuidados nos ensinamentos, pois estavam tratando com os judeus que passaram milênios com sua fé embasada na lei de Moisés. Não foi o caso de Paulo que pregava para os considerados pagãos e por isso ensinava a partir do zero. É como hoje, quando procuramos discipular pessoas que vieram de outros seguimentos religiosos, (mesmo quando equivocados), é muito mais complicado ensinar do zero; mas quando pregamos para pessoas que nunca tiveram uma religião, é muito mais fácil.

 

Pediria enfaticamente que você lesse esses artigos a seguir: 010203  


“Eu realmente só amo a Deus, na proporção em que amo a pessoa que menos amo” (Dorothy Day) 

Pr Aramisio Borges 

Natural de Goiânia, Go. Mora em SP desde 1983, servo de Deus a serviço de sua obra, Pastor há mais de 35 anos, teólogo, professor de Teologia e psicólogo; é responsável pela  MCDI - Ministério Cristão de Discipulado e Integração e pelo Instituto Exousia. Procura amar a Deus acima de tudo e ao próximo como a si mesmo, ama a família, a obra de Deus, seus amigos, a vida!  Na medida do possível procura ser amigo de todos e na mesma medida, procura ter paz com todos os homens.  Procurando sempre resolver todas as pendências. Tem procurado estar de bem com Deus, consigo mesmo e com o próximo. Tem um grande interesse pelo bem-estar do ser humano, principalmente no que se refere ao seu relacionamento com o Criador. Não é perfeccionista, mas gosta do melhor possível. Não é dogmático, mas gosta de ter uma posição definida em relação aos temas e doutrinas da Bíblia. Não chegou ainda, aonde quer, mas sebe onde deve chegar e esforça-se para isso. Gosta de se relacionar com o ser humano, procurando sempre o melhor nas pessoas, mesmo que possa se surpreender com pior. Sabe que toda pessoa rotulada como ruim tem um lado positivo e toda considerada boa, tem um, pelo ao menos um, aspecto negativo. Assim é com todos. Considera o conhecimento e o envolvimento com a Soberana Graça de Deus como imprescindível para o cristão e entende que, para viver nessa plena graça precisa, antes de tudo, viver no pleno mover do Espirito Santo. E sem essa Graça ninguém seria salvo, pois foi nessa base da graça que Deus, soberanamente, nos elegeu em Cristo antes da fundação do mundo. 

Devocional Diário

NOSSOS ARTIGOS

01. Conheça Um Pouco Mais Da Graça De Deus

02. Desventurado Homem que sou!

03. Tudo Sobre Nosso Pleno e Perfeito Perdão

04. Aprenda viver bem com Deus e com seus impulsos sexuais

05. O que é a Graça de Deus?

06. O que significa a Graça de Deus?

07. O Evangelho da Graça de Deus

08. O Significado de "Fim da Lei" em Romanos 10.4

09. A Maravilhosa Graça de Deus

10. Em que dia da semana Jesus morreu?

11. Ef 5.18-21

12. Duas formas pelas quais poderíamos ser justificados

13. Definição do Amor

14. Como Você Define o Amor?

15. Coisas Oferecidas em Sacrifícios aos Ídolos

16. Cinco Votos para Obter Poder Espiritual

17. Cientista prova a Existência de Deus

18. O Batismo e Plenitude do Espírito Santo - Parte  01

19. O Batismo e a Plenitude do Espírito santo - Parte 02

20. A agonia de Jesus na Cruz

21. A Unção Com óleo, hoje

22. A Terra que estava sem forma e vazia

23. A Soberania de Deus e Seus Eleitos

24. A  Soberania de Deus e os porqês sem respostas

25. A mente de Cristo em Nós

26. Estudos de Hebreus 6.4-8

27. Fé Como Um Grão de Mostarda

28. Mulher Vivendo o Fruto o Espírito

29. O Consolo de Deus na Hora do Luto

30. O Fruto do Espírito Santo e o Caráter Cristão

31. O homem foi criado para viver prazer profundo

32. O Padrão Bíblico de Avivamento

33. O Perdão dos Pecados

34. O que Paulo está falando em Romanos 3.1-8?

35. O Salvo nunca será Desqualificado

36. Os deuses Estranhos da Ciência Moderna

37. Por que não há mais apóstolos hoje?

38. Precisamos mais do conhecimento do Senhor

39. Quando tudo na vida se trava

40. Verdadeiramente Livres para viverem

41. Todo sucesso na vida cristã começa e depende do Espírito Santo

42. O Único Mandamento para nós, Hoje

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46. O que é a verdade?

47.Tudo Sobre Jesus